constrção civil
Máquinas, Tecnologia

Obras de infraestrutura devem voltar gradualmente em 2019

A indústria aguarda boas novas para o ano de 2019. Muitas empresas e entidades acreditam na retomada de grandes obras para o próximo ano, o que deve impulsionar os investimentos em infraestrutura, área considerada como principal gargalo do país.

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), “dados do próprio Ministério do Planejamento mostram que há mais de duas mil obras paralisadas no país. Entendemos que a prioridade do governo dever ser a retomada da economia e a construção civil é uma cadeia que gera empregos rapidamente”.

Atualmente, 2,8 mil obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão paradas, de acordo com auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Embora a perspectiva seja otimista, o impacto pode vir a não ser instantâneo, como ressalta Navarro: “Temos um otimismo consciente de que se concluam essas obras. Esse cenário não vai trazer uma explosão de consumo instantânea, mas tende a ser melhor que 2018.”

A previsão de crescimento do setor para 2018 é de 1,5%, primeiro resultado positivo nos últimos 3 anos. Navarro ainda destaca que a indústria de materiais de construção tem como principais destinatários o varejo, a construção civil e as grandes obras de infraestrutura, e que estes dois últimos virão mais fortes para os próximos anos.

Um dos pilares para essa mudança será manter os programas de privatização, pelo menos na opinião de Wagner Cardoso, gerente-executivo de infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “Não há recursos, o valor necessário é muito maior que a União dispõe.” Ele também afirma que o Brasil faz um baixo investimento em infraestrutura. “Atualmente, são cerca de R$ 132 bilhões, menos de 2% do PIB. Deveria ser ao menos o dobro disso.”

As pesquisas realizadas pela CNI apontam que os aportes deveriam ser de pelo menos 4,15% do PIB, o equivalente a R$ 274 bilhões.

Para que isso se torne possível, Cardoso acredita que a solução seja aumentar o investimento privado em infraestrutura, privatizando aeroportos, leilões de petróleo e gás e distribuidores de energia, como já acontece nos dias atuais.

Fonte: Revista MT